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Nasce uma nova publisher 100% brasileira| Nuntius Games

Neste artigo, vamos contar como foi a apresentação da publisher e refletir sobre seus próximos passos.

Divulgação/Nuntius Games

No dia 24/03, a cena de games brasileira foi surpreendida por uma ótima notícia: a estreia de uma nova publisher inteiramente brasileira. Parte da família Statera Studio (responsável por Pocket Bravery, Naughty Gesse e Arashi Gaiden), a Nuntius Games chega com um catálogo inicial de 20 títulos, sendo quatro deles já disponíveis para jogar. O evento contou com o apoio de diversos influenciadores renomados da cena, que cobriram seu showcase.

Apresentação

Divulgação/Nuntius Games

O showcase de apresentação da Nuntius Games teve pouco mais de 30 minutos e foi conduzido pelo influenciador Rodrigo Coelho, mais conhecido pelo canal
Coelho no Japão. A apresentação foi honesta e direta ao ponto, cumprindo seu papel de introduzir a publisher ao público e apresentar os jogos sob sua curadoria. Confira a lista dos títulos revelados:

Jogos anunciados:

  • Damned 2 - PC

  • Shard Squad - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch, Switch 2

  • Cordels & Spells - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch

  • Ghetto Zombies - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch, Switch 2

  • Arashi Gaiden - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch

  • Vampire's Veil - PC e Mobile

  • Valiant Saga - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch, Switch 2

  • TerranLands - PC

  • Bloodrush: Undying Wish - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch

  • Alien Strike: Blasting the Intruders - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch, Switch 2

  • Mecharise - PC

  • RoboGAL: Gaga Delta Lady - PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series S/X, Switch, Switch 2

  • Ape Drop - PC e Switch

  • Temple of Revi - PC e Switch

  • Slime Alchemy - PC e Switch

Jogos já disponíveis para compra:

  • Heart: Future Whispers - PC

  • Au Revoir - PC

  • Fish Person Shooter - PC

  • CODE Bunny - PC

  • Bees vs Zombees - PC

Indo além da apresentação

Divulgação/Nuntius Games

No vídeo de apresentação (diferente do showcase), conhecemos as pessoas por trás do negócio:

  • Jonathan Silva - Fundador e CEO da Nuntius Games

  • Isaias Leão - CTO (Diretor de Tecnologia)

  • Pedro Gomes - Diretor de Marketing/Narrativa (também criador do canal Narrativando)

  • Renato Cavallera - Diretor de Comunicação (também criador do canal Segredo dos Games)

É evidente que a equipe à frente da Nuntius Games traz credibilidade ao projeto. Muitos de seus integrantes já são conhecidos na cena de games, como o próprio CEO, que também é sócio da Statera Studio, e o Diretor de Comunicação, que possui anos de experiência na área.

Um dos maiores acertos iniciais da Nuntius Games, além do seu catálogo de jogos, está em sua comunicação direta e transparente. Se essa abordagem for aliada a uma boa administração e curadoria, a empresa tem grande potencial para se tornar uma publisher querida pelo público.

Conclusão

Divulgação/Nuntius Games

Podemos afirmar com certeza que a Nuntius Games entrou com o pé direito na cena de games nacional. Esperamos que esse profissionalismo se mantenha ao longo de sua trajetória e contribua para a profissionalização da indústria de jogos no Brasil, ajudando o setor a conquistar o protagonismo que merece.


Fontes: Nós somos Nuntius Games - Apresentação da Publisher

Nuntius Games - Showcase de Revelação com 20 Jogos



Crítica | Ninguém Quer - E01S03


No terceiro episódio da série Ninguém Quer, novos detalhes sobre os personagens são revelados, incluindo seus nomes, descobertos de maneira inusitada em um hospital. 

Divulgação/Netflix
 
No episódio 3 da série Ninguém Quer, finalmente descobrimos o nome de alguns personagens! Eles estavam em um hospital, o motivo pelo qual ocorreu a mentira no episódio anterior. Aqui estão os nomes: O irmão de Noah se chama Sasha; Ilah é o nome do pai deles; e Ester, da esposa de Sasha. Os nomes apareceram em etiquetas coladas no peito, e confesso que achei essa uma forma peculiar de saber os nomes, porque confesso que não ouvi eles sendo pronunciados nesses episódios.

A cena no hospital foi um drama daqueles. A ex do Noah, Rebeca, sofreu um acidente de carro e quebrou o pulso da mão, tendo que passar por uma cirurgia. Ela não aparece no episódio, mas sua família culpa Noah por isso. Aliás, a própria família do Noah pensa isso, e em certo momento, A esposa de Sasha, Ester – que, por acaso, é melhor amiga de Rebeca –, diz a Noah que ele não está apenas se separando de Rebeca, mas da família. Uma frase bem pesada e forte.

A irmã de Joanne também acha difícil esse relacionamento dar certo, afinal, na visão dela, eles formam um casal bem estranho.

Hopper Stone/Netflix

Ela chega a dizer que Noah tem uma vibe mais religiosa: é mais certinho, centrado e responsável, ao contrário de Joanne. Em uma gravação do podcast das duas, surge um convidado especial que é capaz de ler auras, e ele disse que não consegue ver a aura de Joanne. Joanne, que é mais cética com relação a esses assuntos mais esotéricos e místicos, debocha da situação, e o leitor de auras diz que quanto mais afastada de Deus for uma pessoa, maior é a probabilidade de não ter aura.

Achei essa fala muito pesada. Em outros momentos do episódio, a família de Joanne a trata como se fosse uma pessoa irresponsável e inferior. As cenas vão gerando um contraste em que nosso suposto casal protagonista, Joanne e Noah, se sentem horríveis por conta do julgamento das pessoas. E por não fazerem aquilo que as outras pessoas gostariam que eles fizessem.

Diria que o ponto alto do episódio foi Ilah, o pai do Noah. O ator Paul Ben-Victor, conhecido por interpretar o treinador Roy Thurman na série "Todo Mundo Odeia o Chris" aparece pouco, mas sempre dizendo algo necessário. Quando Noah pede um conselho e pergunta se deveria voltar com a ex, Rebeca, o pai diz que não seria má escolha, e que ele poderia ser feliz com a Rebeca. 

Divulgação/Netflix

Eles se casariam, teriam filhos, as famílias já se conhecem, um está inserido na cultura do outro, e tudo seria mais fácil. Porém, deixa bem claro que a escolha depende única e exclusivamente do Noah, pois no final das contas quem vai vivenciar tudo isso é ele mesmo. E que por mais que as pessoas possam ter opiniões do que é o melhor, cada pessoa tem sua própria vida e sua trajetória, e ninguém vai querer lidar com as consequências das escolhas dos outros.

Esse é um pensamento que pode ser aplicado a qualquer situação da vida. Um exemplo clássico é a escolha de carreira. As pessoas podem te aconselhar sobre qual curso e qual carreira seguir, mas no final das contas é você quem vai ter que estudar e trabalhar com aquilo. As consequências da sua escolha são suas e não dos outros.

Essa série continua me cativando, pois a cada episódio, novos temas para reflexões são trazidos à tona. Quando terminei o terceiro Episódio, fiquei pensando nas pessoas que são ateias ou agnósticas, e o quanto elas devem passar por preconceito e ouvir comentários desnecessários. Independente de religião ou não, penso que uma pessoa não pode ser definida como boa ou ruim por ter uma fé ou não, pois o que define uma pessoa ser boa ou não são suas ações, seus atos de bondade no dia a dia.

Crítica | Ninguém Quer - E01S02

O segundo episódio da série Ninguém Quer começa exatamente onde o primeiro parou. O Rabino Noah havia acabado de fazer uma prédica na sinagoga e, ao final do serviço religioso, diversas pessoas o cercaram para conversar, pedir conselhos e compartilhar novidades de suas vidas pessoais.

Netflix/Divulgação

Ele então pede que Joanne espere do lado de fora e avisa que logo sairá. Como ela não está acostumada com essa dinâmica, acaba esperando por um bom tempo e conversa com a irmã por telefone, que a aconselha a ir embora. Afinal, que tipo de cara fica enrolando para te encontrar?

Quando Noah finalmente está prestes a sair, sua família o cerca, e sua mãe fica revoltada com o fato de que ele está se interessando por uma moça que não é judia. O pai aparenta ser mais flexível, e a única pergunta que faz é se a moça já terminou a faculdade e se tem uma profissão.

O irmão de Noah decide ir atrás, e é assim que o episódio se desenrola. Os dois irmãos e as duas irmãs vão juntos para um bar, e alguns diálogos interessantes surgem. Como se parece um judeu? Eles tem cabelo cacheado? São narigudos? Controlam a mídia? A irmã de Joanne deixa escapar sem querer que Noah e seu irmão não parecem judeus, e apesar de ambos dizerem que não se sentem ofendidos com essa fala, é nítido o quanto isso é cansativo de ouvir, mas tão comum.

Netflix/Divulgação

Achei extremamente interessante o fato de o episódio abordar isso, pois provavelmente todo judeu que não é branco, loiro, de olhos azuis e, talvez, narigudo já deve ter ouvido, em algum momento da vida, que não parecia um judeu – reforçando assim uma caricatura estereotipada. É como a pergunta que foi dita no episódio anterior, que já ouvi diversas vezes na minha vida, o motivo de porque eu não acreditava em Deus, sendo que eu acredito, só que talvez de uma forma diferente.

Os problemas familiares começam a se desenrolar. As irmãs que administram juntas um podcast, parecem ter certa discordância a respeito de como o programa deve continuar, e os pais de Noah continuam em dúvida sobre essa situação, de um Rabino saindo com uma Não judia.

"Ela falou de Jesus para você? Às vezes, eles tentam te recrutar", Essa foi a frase que o pai de Noah disse ao filho. E por mais que tenha sido uma frase dita em tom de brincadeira, ela tem um pingo de verdade. A autora deste texto, por ser judia, já ouviu diversas vezes de amigos cristãos comentários sobre o quanto estaria errada por não acreditar em Jesus Cristo. Devo admitir que, ao assistir a esse episódio, me identifiquei com essa fala, porque é realmente cansativo ouvir sempre as mesmas coisas.

Stefania Rosini / Netflix

Joanne diz em certo momento que não entende o motivo de Noah e sua família serem tão reservados, dos judeus ficarem tão "isolados" entre si, pois acredita que é melhor quando você se abre e não se esconde do mundo. Foi uma conversa interessante e verdadeira em muitos sentidos. Mas também entendo o motivo de querer se esconder e não sair anunciando ao mundo quem você é ou como se sente, pois as pessoas podem ser cruéis e julgadoras.

O episódio terminou com uma mentira. Foi rápido, divertido e te faz querer continuar assistindo.

SNK

Fatal Fury: City of the Wolves: O que esperar do novo jogo da SNK ?

Fatal Fury: City of the Wolves é o novo jogo da SNK focado na franquia Fatal Fury, que estava sem um lançamento inédito há mais de 26 anos. Dada a importância desse título para a SNK e o recente beta aberto, ocorrido entre os dias 20 e 24 de fevereiro, vamos analisar brevemente o que foi apresentado, destacando os pontos positivos e os aspectos que merecem atenção.

SNK/Divulgação

Apresentação

O layout do jogo não é uma unanimidade. Embora a combinação de preto e amarelo harmonize bem com o estilo do jogo, os menus parecem um tanto burocráticos em um primeiro momento. Durante minha experiência, tive alguma dificuldade para encontrar opções como troca de personagens, seleção de estágios e configurações de perfil. No entanto, essa impressão inicial se dissipa após algumas partidas.

SNK/Divulgação

No que diz respeito à parte visual, a SNK acerta em cheio. Este é, sem dúvida, o jogo mais bonito da empresa desde seu retorno aos games com Samurai Shodown (2019). Os modelos dos personagens estão bem trabalhados e vivos, assim como os cenários. É perceptível como a SNK tem aprimorado seus gráficos a cada lançamento, demonstrando uma evolução consistente nesse aspecto.

A trilha sonora também merece destaque. Apesar da quantidade limitada de faixas disponíveis no beta, todas as canções presentes capturam muito bem o espírito dos jogos clássicos de Fatal Fury e da própria SNK, trazendo aquele jazz característico que marca suas trilhas sonoras.

Jogabilidade e funcionalidades on-line
SNK/Divulgação

A jogabilidade, um dos aspectos mais importantes em jogos de luta, é fluida e divertida. Em certos pontos, lembra bastante Street Fighter VI, especialmente no uso de mecânicas de golpes especiais e gerenciamento das barras dos golpes especiais, junto à mecânicas advindas de seu antecessor, Garou: Mark of The Wolves, como a técnica de defesa “Just Defence” e o S.P.G (Selective Potential Gear). 

No entanto, City of the Wolves se diferencia por ser menos ofensivo e oferecer mais opções de defesa e esquiva. Pelo que foi mostrado no beta, ser um bom jogador nesse jogo requer técnicas apuradas de espaçamento e punição de movimentos adversários.

Entretanto, as funcionalidades online apresentaram problemas. Durante o beta, os modos de batalha casual, ranqueada e saguão estavam disponíveis para testes. O modo saguão funcionou bem, mas houve dificuldades no matchmaking dos modos ranqueado e casual. Alguns jogadores encontravam adversários rapidamente, enquanto outros demoravam bastante para conseguir uma partida. Além disso, o emparelhamento entre jogadores parecia falho, com batalhas frequentes contra oponentes da América do Norte e Europa, mesmo para quem jogava da América do Sul.

SNK/Divulgação

Esse problema afeta diretamente o ping, que mede a velocidade da comunicação entre os jogadores e os servidores do jogo. Em diversos momentos, encontrei partidas com um ping tão alto que as lutas travavam, prejudicando a experiência.

Esses problemas no online são um alerta para a SNK já que em qualquer jogo de luta a estabilidade do modo online é essencial. Se City of the Wolves for lançado com essas falhas, pode comprometer suas vendas e a longevidade do título. Vale lembrar que a SNK já teve dificuldades com esse aspecto em outros títulos.

Conclusão.

Por todo o marketing que a SNK tem feito para City of The Wolves, não é forçoso dizer que é esse é um dos jogos mais importantes para a história moderna da SNK, haja vista a colaboração com Street Fighter e até mesmo a misteriosa ligação do jogo com Cristiano Ronaldo.


Por tudo que foi apresentado na beta, podemos dizer que o jogo está em um bom caminho, porém, e principalmente pelos problemas no online, deve haver um cuidado enorme por parte da desenvolvedora, pois, se o jogo for lançado com um on-line que não funciona bem, ele poderá virar a pá de cal na concretização dessa nova fase da SNK e de futuros objetivos Esperemos que não.