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Review – Luna Abyss (PC) – Quando o Abismo olha de volta


Luna Abyss é um FPS que fez o dever de casa, com uma ótima jogabilidade e trilha sonora, junto com uma ambientação que não inova, mas inspira. Ao misturar tiroteios, elementos de bullet hell e plataforma em primeira pessoa, o jogo consegue construir uma experiência bastante competente e divertida. 

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Kwalee Labs 

Distribuição: Kwalee 

Jogadores: 1 (local)

Gênero: FPS, Ação, Aventura, Plataforma 

Plataformas: PC, 

Idioma: Português+

Um FPS que vai ficando mais complexo 


Luna Abyss é um jogo clássico de FPS, com as mecânicas que já conhecemos, mas que vai ficando mais complexo a cada momento do jogo. Além da movimentação básica, temos mecânicas como pulo e dash, quatro tipos diferentes de armas que devem ser usadas de modos específicos contra diversos inimigos, bem como outra mecânica de plataforma.

Essa junção de FPS com plataforma funciona muito bem, e isso é graças a um level design muito bem feito. Além disso, a curva de aprendizado do jogo é muito boa, com ele nos fazendo acostumar com cada novo item ou habilidade adquirida no decorrer do jogo.

O combate também é interessante. O padrão de ataque dos inimigos lembram muito os jogos "bullet hell" aonde o que não falta é bala para todos os lados. Porém, não chega a ter uma dificuldade muito elevada, haja vista que os padrão são fáceis de se memorizar.

A jogabilidade de Luna Abyss funciona muito bem. Os únicos poréns que podem ser citados são a dificuldade, que não é tão acentuada, sendo relativamente fácil zerá-lo, bem como alguns carregamentos que acontecem quando trocamos de área no jogo. Não atrapalha a gameplay, mas é perceptível que é algo que poderia ser melhorado ou "maquiado" durante o jogo.

Um terror espacial que funciona 

Os gráficos do jogo são muito bonitos e a performance é boa no PC. A direção de arte também é uma característica que deve ser destacada.

Embora o plano de fundo do game seja bem explorado — o terror espacial —, ele é usado de forma muito boa no jogo, principalmente nos modelos de alguns monstros e objetos nos cenários, bem como no uso de cores, principalmente o vermelho, que consegue levar ao jogador uma sensação de desconforto sem apelar aos sustos.

Além disso, os designs de armas e inimigos são bons, bem como os dos cenários. A mistura entre a enorme estrutura alienígena e seus ambientes decadentes ajuda a criar uma sensação constante de que existe algo errado naquele lugar.

Descendo cada vez mais fundo 


Em Luna Abyss, controlamos Fawkes, uma pessoa condenada a explorar uma enorme estrutura abandonada localizada nas profundezas da lua-mímica Luna. A missão é recuperar tecnologias esquecidas e investigar os restos de uma antiga colônia, enquanto Fawkes é constantemente acompanhado por Aylin, sua guardiã artificial.

Conforme avançamos, descobrimos os segredos da antiga cidade de Greymont e os acontecimentos que levaram à sua queda. O local é tomado por ecos, almas corrompidas e horrores cósmicos, enquanto elementos como a Praga, o All-Father e o Collective começam a revelar uma história muito maior do que aparentava inicialmente.

A história de Luna é satisfatória, tanto pelo plot principal quanto pelos fragmentos que encontramos pelo caminho. A construção de mundo é boa e deixa o jogador engajado na história.

Porém, ela poderia ser melhor se houvesse, por exemplo, uma opção de escolher qual caminho seguir, principalmente depois do terço final do jogo. É algo que o jogo teria espaço para fazer, mas que infelizmente não foi feito.

Uma trilha que acompanha o desconforto 



A trilha sonora do jogo também não faz feio. Embora um pouco limitada na quantidade, todas as faixas se comportam muito bem e combinam com os momentos do jogo em que aparecem, ajudando a dar a sensação de desconforto ou urgência ao jogador.

Ela funciona principalmente por saber quando aparecer e quando deixar o ambiente falar por si. Em um jogo que aposta tanto na exploração de uma estrutura abandonada e nos momentos de tensão, essa escolha acaba ajudando bastante na atmosfera.

Quando o Abismo olha de volta 


Luna Abyss é uma grata surpresa, com uma jogatina robusta, uma boa história e uma ambientação ótima. Mesmo sem reinventar o gênero FPS, o jogo consegue juntar muito bem tiro, plataforma e exploração, criando uma experiência que funciona tanto pela jogabilidade quanto pela atmosfera.

Os pequenos problemas, como os carregamentos entre algumas áreas e uma dificuldade que poderia ser mais acentuada, não chegam a tirar o brilho da experiência. No fim, Luna Abyss é um jogo que fez o dever de casa e entrega uma aventura que com certeza merece ser jogada.

Copia de PC cedida pelos desenvolvedores

Nota Final: 8,5/10

✅ Pontos Positivos

Jogabilidade divertida e bem construída

Boa mistura entre FPS e plataforma

Level design competente

Direção de arte marcante

Boa construção de mundo

Trilha sonora que combina com a atmosfera

❌ Pontos Negativos

Dificuldade relativamente baixa

Carregamentos perceptíveis entre algumas áreas

História poderia oferecer mais liberdade de escolha


Fable demonstra profundamente seu combate em novo gameplay

                                                            Imagem: Xbox/Divulgação

Desde que foi adiado para 2027, Fable segue sendo um dos jogos mais aguardados do ano que vem. Mas com pré-vendas já abertas, o trabalho da Playground Games agora não é só finalizar o projeto, como também fortalecer sua comunicação com os jogadores.

Depois de uma demonstração de jogabilidade focando no sistema de moralidade e interações com outros personagens, agora o estúdio britânico marcou presença na Gamescom para compartilhar mais sobre o combate.

Já pudemos ver confrontos em trailers anteriores, confirmando o uso de diferentes armas corpo a corpo, de longa distância e magias. Nesse trailer recente, tudo foi mais detalhado. Pela primeira vez vimos a árvore de habilidades, e alguns dos feitiços disponíveis para desbloqueio incluem bola de fogo, relâmpago, levitação e teletransporte. Um dos mais divertidos sem dúvidas é "befowl", que pode transformar inimigos em galinhas.

                                                                 Imagem: Xbox/Divulgação

Durante a jogatina, alternar entre ataques físicos, magias ou disparos de longa distância é fluído, sem necessidade de abrir menus e equipar manualmente cada coisa. Além disso, foi descrito algumas particularidades de cada arma. Martelos, por exemplo, são lentos mas seus ataques podem acertar múltiplos inimigos de uma só vez e causam um dano devastador. Arcos levam um tempo considerável para preparar a flecha, mas recompensam com precisão absoluta.

Por fim, um inimigo inédito apareceu em ação. Ainda sem um nome divulgado, se trata de um homem muito alto, que desfere golpes pesados com um machado e tem barra de vida enorme. Atua como um subchefe, surgindo eventualmente para aumentar o desafio das batalhas.

                                                                 Imagem: Xbox/Divulgação

Fable é um RPG medieval de ação e aventura em mundo aberto, com lançamento marcado para 23 de fevereiro de 2027. A pré-venda já está disponível para Xbox Series X|S, Steam e PlayStation 5. O jogo também fará parte do catálogo do Gamepass Ultimate no lançamento.

Review Voidling Bound (PC) - Transformando a captura de criaturas em um shooter de ficção científica viciante

Hatchery Games/Divulgação

Voidling Bound
é uma daquelas ideias que parecem estranhas quando descritas em poucas palavras, mas que começam a fazer bastante sentido quando colocadas em prática. Desenvolvido e publicado pela Hatchery Games, o título mistura tiro em terceira pessoa, RPG de ação e captura de criaturas em uma aventura de ficção científica bastante colorida.

Aqui, porém, você não é exatamente o protagonista que entra em campo para fazer todo o trabalho. Você assume o papel de um Space Wrangler, responsável por controlar criaturas chamadas Voidlings, evoluí-las e utilizá-las para enfrentar os perigos espalhados por planetas contaminados.

E é justamente essa combinação que faz o jogo se destacar.

Desenvolvimento: Hatchery Games

Distribuição: Hatchery Games

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Shooter em terceira pessoa, Ação e Aventura

Português: Sim

Plataformas: PC


Uma mistura inusitada que funciona

A premissa de Voidling Bound lembra imediatamente jogos de captura de criaturas, mas a experiência está muito mais próxima de um shooter de ação. Os combates acontecem em terceira pessoa e permitem atirar, golpear, bloquear, aparar ataques, correr, pular e utilizar habilidades especiais.

A movimentação é importante, principalmente diante de grupos numerosos de inimigos. O jogo coloca o jogador contra enxames de criaturas e chefes contaminados, exigindo que você saiba quando atacar, esquivar ou utilizar uma habilidade mais poderosa.

Mais interessante ainda é que os Voidlings não funcionam simplesmente como companheiros que você captura e esquece. Eles são o verdadeiro coração da progressão.

Hatchery Games/Divulgação

Evoluir é tão importante quanto lutar

Cada Voidling possui caminhos de evolução ramificados que permitem alterar atributos, aparência, alinhamento elemental, habilidades e estilo de jogo. Isso cria uma camada estratégica bastante interessante.

Em vez de simplesmente procurar a criatura mais poderosa, o jogador precisa pensar em qual combinação funciona melhor para determinado desafio.

Também é possível distribuir pontos em atributos como força, vitalidade, essência, recuperação e agilidade. A pesquisa de novas melhorias amplia ainda mais as possibilidades de personalização.

O resultado é um sistema que incentiva experimentação. Uma criatura pode ser construída para privilegiar resistência e combate direto, enquanto outra pode assumir uma abordagem mais ágil ou focada em habilidades.

Hatchery Games/Divulgação

O sistema de genética é um dos melhores elementos

É aqui que Voidling Bound começa a mostrar suas ideias mais interessantes.

Durante a aventura, é possível encontrar ovos em áreas infestadas, chocá-los e descobrir novos Voidlings. Algumas criaturas podem apresentar características raras, e o jogador ainda pode realizar cruzamentos para combinar naturezas e atributos.

Além disso, existe um sistema de genes que permite coletar partes do corpo, cores, genes de olhos, habilidades e vantagens mutantes. Esses elementos podem posteriormente ser utilizados para criar criaturas personalizadas.

É uma mecânica que transforma a coleta em algo mais significativo. Você não está simplesmente completando uma lista de criaturas: está constantemente procurando combinações melhores.

Hatchery Games/Divulgação

Um mundo colorido tomado pela corrupção

Visualmente, Voidling Bound aposta em uma direção artística bastante colorida e cartunesca, contrastando com a temática de uma infestação que está consumindo os planetas.

Os jogadores precisam explorar diferentes biomas, completar missões, sobreviver a arenas e coletar recursos, ovos, pontos de pesquisa e mutágenos necessários para combater o parasita.

Essa variedade ajuda a evitar que a experiência se transforme simplesmente em uma sequência de arenas de combate.

Hatchery Games/Divulgação


O Abyss aumenta bastante a longevidade

Depois de dominar os sistemas principais, o Abyss aparece como uma espécie de teste definitivo para as criaturas construídas pelo jogador.

A proposta é simples: quanto mais fundo você avançar, maiores serão os desafios e também as recompensas. Depois de cada vitória, existe a escolha entre continuar arriscando ou retornar em segurança.

Essa estrutura adiciona uma camada interessante de risco e recompensa, especialmente para quem gosta de levar suas criaturas ao limite.

Hatchery Games/Divulgação

Veredito

Voidling Bound consegue transformar uma combinação improvável em uma experiência bastante competente. O jogo pega elementos conhecidos de shooters em terceira pessoa e sistemas de captura, criação e evolução de criaturas e encontra uma maneira interessante de fazê-los funcionar juntos.

O combate é rápido, mas é a evolução dos Voidlings que mantém a experiência interessante. Criar criaturas diferentes, testar combinações genéticas e encontrar a configuração ideal para cada desafio dá ao jogador um motivo constante para continuar explorando.

Não é simplesmente um “Pokémon com armas”, nem apenas mais um shooter de ficção científica. Voidling Bound possui uma identidade própria e, principalmente, entende que seu maior diferencial está na relação entre combate e criação de criaturas.

Hatchery Games/Divulgação

Cópia de PC cedida pelos produtores

Revisão: Gabriel Galdino

Nota Final: 9/10

Prós:

✔️Combinação criativa de shooter e captura de criaturas

✔️ Sistema profundo de evolução

✔️ Combate dinâmico 

✔️ Sistema de risco e recompensa do Abyss

✔️ Direção artística colorida e carismática

Contras:

❌ Alguns sistemas exigem bastante dedicação para serem plenamente aproveitados

❌ Muitos sistemas podem confundir no início

❌ Experiência exclusivamente single-player

Review Geppy X - 70's Style Robot Anime (PC) - Homenageando os animes de mecha dos anos 70 em um anime jogável?


Lançado originalmente apenas no Japão para o primeiro PlayStation, 7 Geppy X - 70's Style Robot Anime finalmente recebeu um relançamento mundial. O obscuro jogo de nave continua inovando ao transformar um shoot 'em up em um verdadeiro anime jogável, homenageando os clássicos animes de mecha dos anos 70 em uma experiência bastante diferente da maioria dos jogos do gênero. Além disso, o relançamento trouxe diversas melhorias que modernizam a experiência sem alterar a essência da obra original.

Desenvolvimento: Implicit Conversions

Distribuição: Bliss Brain

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Shoot 'em up

Português: Não

Plataformas: PC, Nintendo Switch e PlayStation

Um conceito diferente



 Geppy X - 70's Style Robot Anime  é um jogo de nave horizontal com um toque bastante particular. Aqui, os jogadores podem escolher entre três personagens diferentes, cada um com sua própria forma de combate e ataques especiais. Durante as fases, o robô também pode se transformar entre três estilos distintos, equilibrando velocidade, poder e versatilidade.

O objetivo continua sendo avançar pelos cenários derrotando inimigos e enfrentando chefes ao final de cada estágio. Porém, o grande diferencial está na forma como o jogo apresenta essa jornada.

A estrutura da campanha imita completamente um anime clássico. Temos abertura, episódio, intervalos comerciais, encerramento e até mesmo a tradicional prévia do próximo capítulo. Tudo foi pensado para que o jogador tenha a sensação de estar participando de uma série animada dos anos 70.

Outro detalhe interessante é que as cenas variam de acordo com o personagem escolhido e algumas decisões tomadas durante a campanha, oferecendo finais diferentes e aumentando o fator replay.

O relançamento também trouxe diversas melhorias de qualidade de vida, como função de rebobinar, salvamento rápido, disparo automático, filtros CRT, manual digital e seis modos extras desbloqueáveis, incluindo Boss Rush e cenários alternativos. São pequenas adições que tornam a experiência muito mais agradável nos dias atuais.

Uma carta de amor aos animes de mecha dos anos 70



Se existe um aspecto em que  Geppy X - 70's Style Robot Anime se destaca, é justamente na sua homenagem aos animes clássicos.

As influências das obras de Go Nagai são extremamente evidentes. O design dos personagens, os robôs gigantes, os inimigos e a própria estrutura narrativa lembram séries como Mazinger Z e Getter Robo.

O grande destaque deste relançamento está na restauração das animações. As mais de 8 mil ilustrações desenhadas à mão foram recuperadas a partir das fitas Betacam originais e restauradas em alta definição. Além disso, as animações passaram dos 15 quadros por segundo da versão original para 24 quadros por segundo.

Os gráficos durante a jogabilidade continuam simples e até um pouco datados, lembrando muito mais os jogos da era 16 bits do que os títulos lançados no final da vida do primeiro PlayStation. Ainda assim, o charme da direção de arte continua funcionando muito bem.

A barreira da linguagem diminuiu, mas não desapareceu



A história acompanha três jovens pilotos que precisam enfrentar o Império Demoníaco Cósmico, uma organização alienígena responsável por invadir a Terra utilizando enormes máquinas conhecidas como Bestas Espaciais. Para impedir a destruição do planeta, os protagonistas assumem o controle do poderoso robô transformável Geppy-X.

A narrativa segue a fórmula clássica dos animes de mecha da década de 1970, com muita ação, drama, evolução dos personagens e até mesmo a tradicional transformação do robô no decorrer da história.

O maior problema do lançamento original era a barreira do idioma. Felizmente, o relançamento adicionou legendas em vários idiomas, incluindo o inglês. Entretanto, a ausência do português acaba sendo uma oportunidade perdida. Considerando o enorme carinho que o público brasileiro tem pelos animes clássicos, uma localização em nosso idioma teria tornado a experiência ainda mais acessível.

Uma trilha sonora que anima qualquer pessoa



A trilha sonora continua sendo um dos maiores destaques do jogo.

Todas as músicas foram claramente inspiradas nos animes japoneses da década de 1970, com canções cantadas, guitarras, sintetizadores e refrões extremamente marcantes.

Outro ponto interessante é a presença de artistas lendários da música japonesa, como Isao Sasaki, Akira Kushida e Hironobu Kageyama, nomes que ajudaram a definir a identidade sonora dos animes daquela época. A dublagem também merece elogios, reunindo alguns dos maiores nomes da indústria japonesa.

A sensação é a de estar assistindo a um anime clássico em vez de simplesmente jogar um shoot 'em up.

Um clássico que finalmente recebeu o reconhecimento que merecia



Mais do que um simples relançamento, 70 PX funciona como um importante trabalho de preservação.

Mesmo que a jogabilidade não seja tão refinada quanto a de outros jogos do gênero, a combinação entre animação, narrativa e trilha sonora continua sendo algo extremamente original.

Finalmente, um dos jogos mais obscuros do catálogo do PlayStation está disponível para um público muito maior.

Nota Final: 8,5

Prós: cenas animadas remasterizadas, trilha sonora excelente, conceito extremamente original e novos recursos de acessibilidade.

Contras: ausência de legendas em português, baixa dificuldade e gráficos da jogabilidade um pouco datados.