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Review: Duskfade (PC) – O valor do tempo


Baseado nos clássicos jogos de aventura do PlayStation 2, Duskfade impressiona pela sua robustez e qualidade, virando quase um título obrigatório para quem gosta do gênero. O jogo não tenta reinventar a fórmula dos clássicos de ação e aventura, mas utiliza muito bem elementos já conhecidos para entregar uma experiência divertida, bonita e bastante carismática.

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Weird Beluga 

Distribuição: Fireshine Games 

Jogadores: 1 (local)

Gênero: Ação, Aventura, Plataforma 3D 

Plataformas: PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 

Idioma: Português+

Uma aventura clássica que ainda funciona 



A jogabilidade de Duskfade se trata do bom e velho jogo de ação e aventura, como jogos como Spyro, Ratchet & Clank e tantos outros que marcaram a época do PlayStation 2.

Porém, jogos desse gênero têm aos montes na indústria de jogos indies. O que diferencia Duskfade dos demais é justamente seu escopo e sua qualidade.

A movimentação funciona muito bem. O design de níveis é ótimo, principalmente para o jogador que quer achar colecionáveis durante as fases, bem como a progressão do jogador, que, a cada fase cumprida, aprende novas habilidades que incrementam a jogatina.

Esse incremento se dá tanto no sentido da exploração quanto no combate, que, embora um pouco impreciso, funciona bem.

Um mundo que impressiona 


Os gráficos de Duskfade são ótimos. A escolha estética por um 3D nos moldes dos jogos da época do PlayStation 2 foi muito acertada. Além disso, os cenários são um show à parte, com cada área do jogo sendo diferente uma das outras e bastante criativa.

O uso de cores é muito bem feito e a direção de arte finaliza bem aquilo que vemos nos cenários, criando um mundo que consegue ser bonito sem perder a identidade de uma aventura clássica.

A direção de arte também acerta bastante, desde os adversários até o próprio personagem principal, que pode trocar de roupa no decorrer da jogatina ao conseguir determinados colecionáveis.

Uma história sobre perda e superação



Em Duskfade, acompanhamos Zirian, um jovem que precisa salvar sua irmã das garras do Desespero enquanto tenta restaurar o tecido do tempo e descobrir os segredos dos Mestres Relojoeiros. Para isso, ele conta com a companhia de um Cuco mecânico e precisa explorar um mundo que foi mergulhado em uma noite eterna por uma misteriosa Torre do Relógio.

A história também trabalha temas como perda, luto e amadurecimento, fazendo com que a jornada de Zirian seja mais do que simplesmente atravessar fases e derrotar inimigos. O mundo também guarda fragmentos de histórias e segredos que ajudam a construir sua narrativa.

A história de Duskfade é muito boa e bem estruturada, ainda que simples e fácil de ser entendida para quem tem mais experiência com narrativa. Com um pouco de atenção, dá para saber o final do jogo na primeira hora.

Ainda assim, o fio narrativo funciona muito bem com o jogo e acaba trazendo um tema interessante, que é desenvolvido também de uma forma interessante.

Uma trilha sonora que acompanha a jornada 



A trilha sonora de Duskfade também é muito boa, trazendo um bom clima de aventura para o jogo e conseguindo, portanto, criar uma sensação de jornada que funciona muito bem.

A trilha foi construída para acompanhar a jornada de Zirian por diferentes ambientes, utilizando temas recorrentes para personagens e momentos específicos. A composição também mistura elementos orquestrais com sons eletrônicos, metal e outras influências, ajudando a diferenciar os momentos da aventura.

É uma trilha que cumpre muito bem sua função e combina com a proposta de uma aventura que parece saída diretamente da era dos grandes jogos de plataforma 3D.

Uma aventura com A maiúsculo 


Duskfade é um jogo de aventura com A maiúsculo e deve ser jogado pelos entusiastas do gênero, bem como por aqueles jogadores que querem somente se divertir.

Mesmo utilizando uma fórmula conhecida, o jogo consegue entregar uma experiência extremamente competente, com ótima movimentação, fases criativas, bons gráficos e uma direção de arte que sabe muito bem o que quer fazer.

Duskfade é, acima de tudo, uma bela homenagem aos jogos de aventura da era PlayStation 2 e um dos melhores exemplos recentes de como essa fórmula ainda pode funcionar muito bem.

Chave para PC disponibilizada pela JF Games PR

Nota Final: 9/10

✅ Pontos Positivos

Jogabilidade divertida e competente

Excelente design de níveis

Ótima direção de arte

Cenários criativos e variados

Boa progressão de habilidades

História bem estruturada

Excelente homenagem aos jogos de aventura do PlayStation 2

❌ Pontos Negativos

Combate um pouco impreciso

História relativamente previsível

 

Review - 4ª Temporada de Overwatch reformula por completo o passe de batalha

                                           Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

Depois de anos de espera, finalmente Overwatch lançou a heróina D.mon. A nova tanque chegou ao jogo com o lançamento da Temporada 4: Heróis de Busan. Mas as novidades não param por aí, a Blizzard também realizou diversas mudanças focadas na qualidade de vida do jogo, como modernização de mapas e um sistema de passe de batalha totalmente reformulado.

No modelo de progressão antigo, o passe consistia em um avanço linear, desbloqueando recompensas desde o escalão 1 até o 80. Agora, os cosméticos estão agrupados em trilhas. Após concluir a trilha introdutória, os jogadores podem escolher o que querem desbloquear a seguir. Desenvolvedores explicaram que o intuito é dar mais agência aos jogadores, permitindo que eles priorizem conquistar primeiro o que consideram mais importante.

                                             Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

O tema da vez é cibernético, e o visual da trilha introdutória é para D.va. O estilo cibermecânica combina as primárias azul e amarelo, além de detalhes e manchas de tinta na cor rosa (provavelmente um toque pessoal da própria D.va). Essa skin é desbloqueada automaticamente com a compra do Passe Premium, que também concede um bônus de +20% de experiência durante toda a temporada.

A próxima trilha fica a critério do jogador, mas caso nenhuma seja selecionada, o jogo segue um padrão indo da esquerda para a direita. Nessas condições, a skin seguinte será cibercaubói para Cassidy. É um visual bem minimalista, predominantemente preto, com um azul néon acentuando o chapéu, cinto, botas, e uma jaqueta estilo Cyberpunk 2077.

Brigitte cibercampeã vem em seguida, e pessoalmente é a lendária que menos me interessou. Nessa releitura, a jovem engenheira veste um macacão branco e um colete de couro. O resto de seu corpo é envolvido por uma armadura robótica com botas, ombreiras e manoplas. Seu mangual tem o formato de um troféu, o que é um detalhe bem legal, reforçando a fantasia de campeã. Ainda na trilha de Brigitte, há um visual épico para Zenyatta: cibergato, que, como o nome sugere, põe uma cabeça de gato robô no monge omnico. Ainda que não altere completamente a aparência do herói, é uma recompensa gratuita imperdível.

Se a skin lendária de Brigitte deixou a desejar, o mesmo não pode ser dito sobre Pharah ciberraptor. Sua armadura de aço preto é imponente; a máscara de caveira e os chifres são um sinal claro para evitar chegar perto desse demônio voador durante as partidas.

Por fim, Moira recebe o traje ciberelegante belíssimo. Sendo uma geneticista sem medo de usar a tecnologia para ultrapassar os limites das capacidades humanas, o tema do passe combinou com ela de maneira incrível. A renda, o penteado, o braço mecânico, tudo se encaixa naturalmente em quem ela é, tanto em personalidade quanto em gameplay.

Ainda há duas trilhas extras no passe. Uma se dedica à entregar moedas e prismas míticos, enquanto a outra reúne dois visuais épicos. O primeiro é para o Winston. Ciberprimata põe no gorila um capacete com moicano verde, bem punk, enquanto seu traje espacial é tingido de rosa choque com um degradê roxo e pontilhado azul celeste. Já a skin épica de Sojourn, cibervigia, não tem uma paleta tão chamativa. Todo o corpo é preto. Pés, joelhos, rosto e cabelo são violeta. A única mudança em relação a seu visual padrão é a presença de um capacete. É uma épica bonita e gratuita, mas honestamente um potencial desperdiçado. Sojourn é quase toda composta por próteses cibernéticas, ela era a candidata perfeita para ter ganho uma skin lendária, não uma épica com poucas mudanças.

                                               Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

Com essa reformulação no passe de batalha, uma nova mecânica foi implementada. Agora é possível hackear uma skin lendária e substituí-la por outra de sua escolha. Há uma coleção de 12 skins de loja disponíveis para fazer essa troca. Dentre essa seleção, há opções para todos os gostos, desde Reinhardt Papelão até Lifeweaver Sakura. Um uso de hack é disponível por passe, e a equipe confirmou que as opções de troca serão renovadas a cada temporada.

Mesmo com as mudanças, o passe premium segue custando o valor padrão de 1.000 moedas. Ao completá-lo, o jogador terá recebido 80 prismas míticos (suficientes para adquirir uma skin mítica completa), 5 skins lendárias, 3 épicas, um total de 1.750 créditos para comprar cosméticos comuns e do Overwatch clássico. 600 moedas podem ser obtidas por todos, independentemente de possuir o passe premium ou não. Também há uma caixa de itens lendária gratuita.

                                                Imagem: Blizzard Entertainment/Divulgação

O passe de batalha supremo é uma oferta para aqueles que estão dispostos a gastar mais. Custando cerca de R$ 220, o pacote inclui:

  • Passe Premium
  • 20 escalões 
  • 2.000 moedas
  • Skin lendária Demônia Divina para D.mon
  • Skin lendária Metalcore para Rainha Junker

Observação: essas skins não são cosméticos exclusivos dessa oferta. É possível adquirí-las individualmente através do site de Overwatch, com dinheiro real.

Outra novidade é que passes de batalha de temporadas antigas foram confirmados para retornar ao jogo. Ainda não foi detalhado qual passe especificamente irá voltar e qual será o preço. O que sabemos é que, uma vez adquiridos, permanecerão disponíveis para serem concluídos sem tempo de expiração; se você já possuía o passe, mas não o completou, poderá prosseguir de onde parou sem custo adicional. Esse retorno está marcado para acontecer durante a atualização de meio de temporada, que ocorre em setembro.

Com a nova mecânica de hackear e o retorno de passes antigos, está ficando cada vez mais fácil para os jogadores de Overwatch conquistarem os cosméticos que mais desejam. A temporada 4: Heróis de Busan se encerrará no início de outubro

Review – Luna Abyss (PC) – Quando o Abismo olha de volta


Luna Abyss é um FPS que fez o dever de casa, com uma ótima jogabilidade e trilha sonora, junto com uma ambientação que não inova, mas inspira. Ao misturar tiroteios, elementos de bullet hell e plataforma em primeira pessoa, o jogo consegue construir uma experiência bastante competente e divertida. 

Ficha técnica:

Desenvolvimento: Kwalee Labs 

Distribuição: Kwalee 

Jogadores: 1 (local)

Gênero: FPS, Ação, Aventura, Plataforma 

Plataformas: PC, 

Idioma: Português+

Um FPS que vai ficando mais complexo 


Luna Abyss é um jogo clássico de FPS, com as mecânicas que já conhecemos, mas que vai ficando mais complexo a cada momento do jogo. Além da movimentação básica, temos mecânicas como pulo e dash, quatro tipos diferentes de armas que devem ser usadas de modos específicos contra diversos inimigos, bem como outra mecânica de plataforma.

Essa junção de FPS com plataforma funciona muito bem, e isso é graças a um level design muito bem feito. Além disso, a curva de aprendizado do jogo é muito boa, com ele nos fazendo acostumar com cada novo item ou habilidade adquirida no decorrer do jogo.

O combate também é interessante. O padrão de ataque dos inimigos lembram muito os jogos "bullet hell" aonde o que não falta é bala para todos os lados. Porém, não chega a ter uma dificuldade muito elevada, haja vista que os padrão são fáceis de se memorizar.

A jogabilidade de Luna Abyss funciona muito bem. Os únicos poréns que podem ser citados são a dificuldade, que não é tão acentuada, sendo relativamente fácil zerá-lo, bem como alguns carregamentos que acontecem quando trocamos de área no jogo. Não atrapalha a gameplay, mas é perceptível que é algo que poderia ser melhorado ou "maquiado" durante o jogo.

Um terror espacial que funciona 

Os gráficos do jogo são muito bonitos e a performance é boa no PC. A direção de arte também é uma característica que deve ser destacada.

Embora o plano de fundo do game seja bem explorado — o terror espacial —, ele é usado de forma muito boa no jogo, principalmente nos modelos de alguns monstros e objetos nos cenários, bem como no uso de cores, principalmente o vermelho, que consegue levar ao jogador uma sensação de desconforto sem apelar aos sustos.

Além disso, os designs de armas e inimigos são bons, bem como os dos cenários. A mistura entre a enorme estrutura alienígena e seus ambientes decadentes ajuda a criar uma sensação constante de que existe algo errado naquele lugar.

Descendo cada vez mais fundo 


Em Luna Abyss, controlamos Fawkes, uma pessoa condenada a explorar uma enorme estrutura abandonada localizada nas profundezas da lua-mímica Luna. A missão é recuperar tecnologias esquecidas e investigar os restos de uma antiga colônia, enquanto Fawkes é constantemente acompanhado por Aylin, sua guardiã artificial.

Conforme avançamos, descobrimos os segredos da antiga cidade de Greymont e os acontecimentos que levaram à sua queda. O local é tomado por ecos, almas corrompidas e horrores cósmicos, enquanto elementos como a Praga, o All-Father e o Collective começam a revelar uma história muito maior do que aparentava inicialmente.

A história de Luna é satisfatória, tanto pelo plot principal quanto pelos fragmentos que encontramos pelo caminho. A construção de mundo é boa e deixa o jogador engajado na história.

Porém, ela poderia ser melhor se houvesse, por exemplo, uma opção de escolher qual caminho seguir, principalmente depois do terço final do jogo. É algo que o jogo teria espaço para fazer, mas que infelizmente não foi feito.

Uma trilha que acompanha o desconforto 



A trilha sonora do jogo também não faz feio. Embora um pouco limitada na quantidade, todas as faixas se comportam muito bem e combinam com os momentos do jogo em que aparecem, ajudando a dar a sensação de desconforto ou urgência ao jogador.

Ela funciona principalmente por saber quando aparecer e quando deixar o ambiente falar por si. Em um jogo que aposta tanto na exploração de uma estrutura abandonada e nos momentos de tensão, essa escolha acaba ajudando bastante na atmosfera.

Quando o Abismo olha de volta 


Luna Abyss é uma grata surpresa, com uma jogatina robusta, uma boa história e uma ambientação ótima. Mesmo sem reinventar o gênero FPS, o jogo consegue juntar muito bem tiro, plataforma e exploração, criando uma experiência que funciona tanto pela jogabilidade quanto pela atmosfera.

Os pequenos problemas, como os carregamentos entre algumas áreas e uma dificuldade que poderia ser mais acentuada, não chegam a tirar o brilho da experiência. No fim, Luna Abyss é um jogo que fez o dever de casa e entrega uma aventura que com certeza merece ser jogada.

Copia de PC cedida pelos desenvolvedores

Nota Final: 8,5/10

✅ Pontos Positivos

Jogabilidade divertida e bem construída

Boa mistura entre FPS e plataforma

Level design competente

Direção de arte marcante

Boa construção de mundo

Trilha sonora que combina com a atmosfera

❌ Pontos Negativos

Dificuldade relativamente baixa

Carregamentos perceptíveis entre algumas áreas

História poderia oferecer mais liberdade de escolha


Fable demonstra profundamente seu combate em novo gameplay

                                                            Imagem: Xbox/Divulgação

Desde que foi adiado para 2027, Fable segue sendo um dos jogos mais aguardados do ano que vem. Mas com pré-vendas já abertas, o trabalho da Playground Games agora não é só finalizar o projeto, como também fortalecer sua comunicação com os jogadores.

Depois de uma demonstração de jogabilidade focando no sistema de moralidade e interações com outros personagens, agora o estúdio britânico marcou presença na Gamescom para compartilhar mais sobre o combate.

Já pudemos ver confrontos em trailers anteriores, confirmando o uso de diferentes armas corpo a corpo, de longa distância e magias. Nesse trailer recente, tudo foi mais detalhado. Pela primeira vez vimos a árvore de habilidades, e alguns dos feitiços disponíveis para desbloqueio incluem bola de fogo, relâmpago, levitação e teletransporte. Um dos mais divertidos sem dúvidas é "befowl", que pode transformar inimigos em galinhas.

                                                                 Imagem: Xbox/Divulgação

Durante a jogatina, alternar entre ataques físicos, magias ou disparos de longa distância é fluído, sem necessidade de abrir menus e equipar manualmente cada coisa. Além disso, foi descrito algumas particularidades de cada arma. Martelos, por exemplo, são lentos mas seus ataques podem acertar múltiplos inimigos de uma só vez e causam um dano devastador. Arcos levam um tempo considerável para preparar a flecha, mas recompensam com precisão absoluta.

Por fim, um inimigo inédito apareceu em ação. Ainda sem um nome divulgado, se trata de um homem muito alto, que desfere golpes pesados com um machado e tem barra de vida enorme. Atua como um subchefe, surgindo eventualmente para aumentar o desafio das batalhas.

                                                                 Imagem: Xbox/Divulgação

Fable é um RPG medieval de ação e aventura em mundo aberto, com lançamento marcado para 23 de fevereiro de 2027. A pré-venda já está disponível para Xbox Series X|S, Steam e PlayStation 5. O jogo também fará parte do catálogo do Gamepass Ultimate no lançamento.